segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Obama diz que mundo está unido contra programa nuclear iraniano


Obama diz que mundo está unido contra programa nuclear iraniano

Presidente americano disse que o país persa está isolado.
Reino Unido e Alemanha divergem sobre uso de força militar contra o Irã.


a AFP
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O presidente americano Barack Obama afirmou na noite de domingo (13) que o mundo está unido contra o programa nuclear iraniano. Ele garantiu que Washington consultará China e Rússia para tentar aumentar as sanções contra Teerã.
"Temos uma situação na qual o mundo está unido e o Irã isolado", disse Obama ao fim da reunião do Fórum de Cooperação Econômica Ásia Pacífico (Apec).
Em reunião de ministros das Relações Exteriores da União Europeia (UE) realizada em Bruxelas, na Bélgica, nesta segunda-feira (14), os representantes do Reino Unido e da Alemanha divergiram sobre as alternativas para lidar com o progrma nuclear iraniano.
O ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague, afirmou que no futuro existe a possibilidade de ser considerada uma ação militar contra o Irã por seu programa nuclear.
"Não consideramos esta opção no momento, não pedimos uma ação militar nem a estimulamos. Ao mesmo tempo, acreditamos que todas as opções devem permanecer sobre a mesa", disse Hague em Bruxelas, antes da reunião.
Já o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle, afirmou que seu país se recusa a falar de uma intervenção militar contra o Irã.
"Não participamos em uma discussão sobre uma intervenção militar. Nós acreditamos que estas discussões são contraproducentes e as rejeitamos", disse, antes do início da reunião dos 27 ministros das Relações Exteriores da UE.
Mas Westerwelle considerou "inevitável" a aplicação de sanções mais severas contra o Irã caso Teerã continue se recusando a cooperar com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

O governo do Irã reiterou, na semana passada, que prosseguirá com o programa nuclear e um de seus generais ameaçou destruir Israel se atacar suas instalações, sem levar em consideração o relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que acusa Teerã de tentar produzir armamento atômico.
Os 27 ministros europeus devem debater nesta segunda-feira as situações do Irã e da Síria.

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